quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Gostaram do Lay da Pucca? Ficou bonitinho né?! Só pq eu não to lá com muito saco de postar, vou por uma musiquinha, tão bonitinha quanto o lay:


Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final...
Pato Fu - Sobre o Tempo

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

(...)


Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!

E quando o navio larga do cais

E se repara de repente que se abriu um espaço

Entre o cais e o navio,

Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,

Uma névoa de sentimentos de tristeza

Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas

Como a primeira janela onde a madrugada bate,

E me envolve com uma recordação duma outra pessoa

Que fosse misteriosamente minha.


(...)


Passa, lento vapor, passa e não fiques...

Passa de mim, passa da minha vista,

Vai-te de dentro do meu coração.

Perde-te no Longe, no Longe, bruma de Deus,

Perde-te, segue o teu destino e deixa-me...

Eu quem sou para que chore e interrogue?

Eu quem sou para que te fale e te ame?

Eu quem sou para que me perturbe ver-te?

Larga do cais, cresce o sol, ergue-se ouro,

Luzem os telhados dos edifícios do cais,

Todo o lado de cá da cidade brilha...

Parte, deixa-me, torna-te

Primeiro o navio a meio do rio, destacado e nítido,

Depois o navio a caminho da barra, pequeno e preto,

Depois ponto vago no horizonte (ó minha angústia!),

Ponto cada vez mais vago no horizonte...,

Nada depois, e só eu e a minha tristeza,

E a grande cidade agora cheia de sol

E a hora real e nua como um cais já sem navios,

E o giro lento do guindaste que, como um compasso que gira,

Traça um semicírculo de não sei que emoção

No silêncio comovido da minh'alma...



Trechos de "Ode Marítima" - Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Minha Canção

'Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se certeza
Minha canção
stia de luz onde
Dorme o meu irmão'


Os Saltimbancos.